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Sábado, 19 Maio 2012
 
 
2º semestre de 2010
 

 

DGCI afirma que são «falsas e graves» as acusações do STI.

( In Tsf ) 

O director-geral dos Impostos disse que são «falsas e graves» as acusações do STI, que denunciou a abertura de repartições com apenas um funcionário e pressões para a desmobilização à greve.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) acusou o director-geral dos Impostos de não respeitar a greve que está a decorrer no sector e de autorizar, durante a greve, a abertura das repartições com apenas um funcionário.

Na TSF, o presidente do STI, Hélder Ferreira, acusou ainda o director da DGCI de tentar desmobilizar os funcionários dos impostos de aderirem á paralisação, falando numa «perseguição» sem precedentes e que classificou de «nazi».

Já esta manhã, o director-geral dos Impostos, Azevedo Pereira, reagiu na TSF às acusações do presidente do STI, considerando que são «falsas e graves».

«Não há perseguição a ninguém e desafio quem quer que seja a tentar demonstrar o contrário. Não fora dadas nenhumas indicações a quaisquer responsáveis ou chefes no sentido de perseguirem quem quer que fosse», garantiu.

«São acusações gravissímas porque são falsas e porque lançam um estigma sobre a direcção-geral e sobre mim que não faz qualquer sentido e não tem nenhuma aderência à realidade», acrescentou Azevedo Pereira.

O director-geral dos Impostos referiu ainda o sindicato de estar a tentar criar um «fantasma» porque, segundo Azevedo Pereira, há cada vez menos funcionários a aderirem à greve.

«A greve nas direcções de finanças tem vindo a perder adesão. Portanto, a forma como leio estas afirmações [do STI] é como uma tentativa de criação de um facto que não existe, de características mais ou menos políticas tendente a gerar nas pessoas um sentido de revolta por um fantasma», considerou.

 

Sindicatos olham com desconfiança para revisão do sistema de Saúde.

( In Tsf ) 

Os sindicatos da Função Pública receiam que esteja a ser feito o caminho para a extinção da ADSE, mas o Ministério das Finanças refere que desde 2006 que este sistema de saúde é uma opção.

O Governo vai propor, esta semana, aos sindicatos que o sistema de saúde dos funcionários públicos, a ADSE, deixe de ser obrigatório a partir de Janeiro do próximo ano.

Nesta revisão do sistema de Saúde, o Executivo defende também que os actos médicos comparticipados pela ADSE tenham um número limite e até duração temporal previamente limitada.

Num primeira reacção a esta iniciativa, Helena Rodrigues, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, manifestou as suas reservas, concordando apenas com o facto do sistema passar a ser voluntário.

«Por outro lado, o beneficiário que está a precisar de cuidados de saúde, se a ADSE entender que ele está a ser demasiado caro, como se fosse ele que se receitasse, isto é vai fiscalizar-se o beneficiário deixando de fora aquele que prescreve», considerou Helena Rodrigues.

Já Ana Avoila, da Frente Comum, considerou, em declarações à TSF, que o Governo está a tentar mais uma habilidade para retirar este direito aos funcionários públicos.

«O Governo quer vender gato por lebre. O Governo quando dá esta opção, das duas uma: ou está a fazer chantagem porque sabe que as pessoas não saem [da ADSE], ou então quer continuar a tirar os descontos e as comparticipações. O Governo já nos habituou a habilidades destas [mas] esta é realmente sofisticada», afirmou Ana Avoila.

Também contra esta proposta está José Abraão, da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP).

«Não aceitamos uma ADSE dos pobrezinhos e não se podem criar condições para debilitar aquilo que é hoje um serviço público de prestação de serviços de saúde aos trabalhadores da administração Pública», declarou José Abraão, acrescentando temer que esteja a ser dar um passo para a extinção da ADSE.

Em comunicado, o Ministério das Finanças esclarece que esta proposta está ainda em fase de negociação e que a ideia do Governo é racionalizar os serviços de saúde, os meios complementares de diagnóstico e os medicamentos, sem que estas limitações possam colidir com as necessidades do ponto de vista clínico.

A tutela sublinha ainda, no documento, que desde Janeiro de 2006 que a ADSE é uma opção para os novos contratos.



 
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