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Sábado, 19 Maio 2012
 
 
2º SEMESTRE DE 2009
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Especiais da PSP vão abranger todo o país

( in jn )

Comandos serão criados no Porto, Faro, Açores e Madeira para combate ao crime violento.

A medida, concebida e definida pela Direcção Nacional da PSP e que só está à espera da assinatura do ministro da Administração Interna para ser efectivada, por estar no âmbito da Lei Orgânica daquela força de segurança, envolve um total de mais de 500 homens, todos com origem na Unidade Especial de Polícia, localizada em Belas, nas imediações de Lisboa e que tem um efectivo de cerca de mil agentes.

O objectivo da medida é melhorar a capacidade de resposta das forças especiais da PSP, concebidas e preparadas para fazer face a incidentes de alta violência criminal, como o "carjacking" e os roubos à mão armada, mas vai ter também como consequência um aumento do efectivo da UEP (ver texto em baixo), tanto mais que vai ser também incrementado o patrulhamento em áreas de risco, como por exemplo o distrito de Setúbal.

O principal destacamento da UEP vai estar localizado no Porto, com 230 homens, e terá como quartel a Quinta da Bela Vista, nas imediações do Estádio do Dragão, onde já está instalada uma subunidade do Corpo de Intervenção. O destacamento do Porto vai ter como área de intervenção todo o norte do país.

Um outro destacamento especial vai ficar sediado em Faro, com 130 homens, responsável pela zona sul, um na Madeira e outro nos Açores, com 40 cada um. Prevista está também a criação de mais quatro ou cinco pequenas subunidades da UEP, com seis elementos cada uma, em locais que não foi possível apurar, mas mais viradas para a inactivação de engenhos explosivos.

Os destacamentos do Porto e Faro, os mais importantes, serão verdadeiras réplicas da UEP, com todas as valências operacionais, das operações especiais à segurança pessoal, e terão comandos próprios, mas ficarão dependentes em termos operacionais, logísticos e administrativos do comando da PSP do Porto e de Faro.

Já em termos de formação, doutrina de emprego e certificação das forças - que será anual - vão ficar sob dependência do comando da UEP, que poderá vir a sobrepor-se operacionalmente ao comando local em situação excepcional e depois de avaliação da gravidade do incidente, como foi determinado pela Direcção Nacional da PSP.

Movimento de forças especiais incrementa aumento de efectivo

A movimentação a que se vai assistir na PSP está associada à criação da Unidade Especial de Polícia (UEP), que, mercê da nova Lei Orgânica, concentrou forças, estruturas e serviços que anteriormente estavam dispersos, tal como aconteceu na Unidade de Intervenção da GNR, que vai também criar um destacamento no Norte, em Penafiel. Na prática, a criação das extensões da UEP constitui a primeira reestruturação ou adaptação da unidade às novas realidades da criminalidade, com maior foco na instrução conjunta e na doutrina. Mas o incremento das subunidades vai ter consequência no recrutamento, em particular no Corpo de Intervenção e no Grupo de Operações Especiais, as duas forças da UEP com maior empenhamento. No próximo ano vão ter lugar dois novos cursos, em números ainda a determinar.

Professores voltaram a protestar contra Sócrates

( in jn )

"Os professores não esquecem" foi a palavra de ordem das centenas de membros de três movimentos independentes de professores concentrados ontem à tarde, em frente à Assembleia da República. "Não vimos apelar ao voto neste ou naquele partido. A nossa luta é contra este Governo e este primeiro-ministro que não queremos mais quatro anos", gritou no megafone às 17.05 horas - após o minuto de silêncio pela Educação -, Ricardo Silva da APEDE (Associação de Professores e Educadores para a Defesa do Ensino).

Os docentes que estavam no exterior do Palácio de Belém e do Ministério da Educação convergiram cerca das 16 horas para São Bento, com as faixas dirigidas aos respectivos inquilinos. Ao primeiro-ministro calhou a pergunta: "Os profs são 'ratos, parasitas, covardes, arruaceiros'... delicadeza?", em alusão às declarações de José Sócrates na entrevista à RTP lembradas por um professor de Educação Visual, de Sintra, num cartaz artesanal:" Bom, se calhar, talvez não tivesse havido suficente delicadeza no trato com os porfessores e reafirmo... se calhar".

Cavaco Silva foi brindado por ter promulgado o novo estatuto da carreira docente e o modelo de avaliação. "Sr. Presidente: os professores estão estupefactos com o seu silêncio e conveniência". E Maria da Lurdes Rodrigues: "Sra. ministra não há perdão para quem destrói a Educação".

Ilídio Trindade, do MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores) justificou o acto como um exercício de cidadania: "Se os partidos podem manifestar-se na campanha, os professores também têm direito". Envergando - como Octávio Gonçalves do PROMOVA (Professores Movimento de Valorização) e muitos dos presentes - t-shirts pretas dizendo: "Adeus Milú. Adeus PS de Sócrates".



 
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