| 1º semestre de 2011 |
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Page 1 of 19 Militares avisam que vão usar direito à manifestação.O presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS) avisou, esta sexta-feira, que os militares vão usar o direito que têm de «manifestação, expressão e reunião». No dia 22 de Outubro, três associações de sargentos, praças e oficiais das forças armadas vão reunir-se em Lisboa para decidir formas de luta para reagir às medidas de austeridade anunciadas. O presidente da ANS recordou que, há pouco tempo, o actual primeiro-ministro, Passos Coelho, num debate com o seu antecessor, José Sócrates, disse que «cortar nos subsídios é um disparate». «De uma assentada, [Passos Coelho] veio anunciar vários disparates», considerou António Lima Coelho. O responsável afirmou que «todos aqueles que prestam serviço na administração pública não são os culpados do mau estado a que o país chegou». «Quando estas medidas incidem exclusivamente sobre esta categoria de profissionais e de cidadãos, parece que estamos a dividir, a pôr portugueses contra portugueses», opinou.
Mário Nogueira: «Contra os ladrões marchar marchar».O secretário-geral da Fenprof alertou, esta sexta-feira, que os cortes previstos para o próximo ano vão deixar o ensino na miséria e apelou aos professores para se manifestarem. O secretário-geral da Fenprof alertou, esta sexta-feira, que os cortes previstos para o próximo ano vão deixar o ensino na miséria e apelou aos professores para se manifestarem. O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou as restrições previstas no Orçamento do Estado para 2012, que vão levar os professores a perder 25 a 30 por cento do salário. «Estamos perante um verdadeiro roubo, diria quase um assalto e com a mão desarmada», que no sector da Educação significa «um corte de cerca de 15 por cento no rendimento» em 2012, um valor que sobe para 25 a 30 por cento ao somarem-se os cortes de 2013, disse. Fernando Nogueira acrescentou que o memorando assinado com a "troika" previa uma redução de 200 milhões de euros, «o que era já uma brutalidade de cortes na Educação», mas o Governo de Passos Coelho resolveu triplicar. «Perante este roubo, quase que apetece dizer: contra os ladrões marchar marchar», afirmou. Esta austeridade afecta também as escolas, por isso o sindicalista teme que muitos estabelecimentos de ensino tenham de fechar portas por falta de dinheiro para manter o mínimo de funcionamento. «Abaixo daquilo com que as escolas hoje estão a funcionar não é possível», advertiu. Os governantes estão a levar o país para «um buraco escuro onde não há túnel sequer, quanto mais uma luz ao fundo» do mesmo, opinou. As medidas de austeridade vão deixar o ensino à beira da miséria, entende a Fenprof, que apela aos professores para mancharem na rua em protesto. |
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1º SEMESTRE DE 2011 


