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Sábado, 19 Maio 2012
 
 
1º semestre de 2011

 

Portugal será o único país europeu em recessão em 2012.

( In Tsf )

A Comissão Europeia prevê uma descida do nível da actividade económica em Portugal nos próximos dois anos, com uma diminuição do PIB de 2,2% em 2011 e de 1,8% no próximo ano.

As Previsões da Primavera publicadas hoje em Bruxelas indicam que em 2011 pior do que Portugal apenas estará a Grécia com uma contracção do produto de 3,5 por cento em 2011.

No próximo ano Portugal será o único país europeu em recessão, uma contracção do PIB de 1,8, numa altura em que a média de crescimento da União Europeia será de 1,9 por cento depois de em 2011 o produto já ter aumentado 1,6.

A contracção do PIB português está em linha com os números avançados nas negociações com a "troika" do programa de assistência financeiro, 2 por cento de queda do produto em 2011 e 2012, e são mais pessimistas que as previsões do FMI, diminuição do produto de 1,5 em 2011 e de 0,5 no ano seguinte.

O país vizinho, a Espanha, segundo as previsões da Comissão Europeia, irá crescer 0,8 por cento este ano e 1,5 em 2012, depois da contracção do produto de 0,1 em 2010.

Outro grande parceiro comercial de Portugal e considerado a "locomotiva económica" da Europa, a Alemanha, depois de ter alcançado um crescimento assinalável de 3,6 por cento do PIB em 2010, terá aumentos do Produto de 2,6 por cento em 2011 e de 1,9 no ano seguinte


CDS frisa que é importante colocar o país no caminho do crescimento.

 ( In Tsf )

Assunção Cristas, do CDS-PP, disse, esta sexta-feira, que, ao contrário do que foi apregoando José Sócrates, o facto de Portugal estar em recessão não é uma surpresa. O importante, defendeu, é que o poder político tente colocar Portugal de novo no caminho do crescimento económico.

«A única pessoa que pode estar surpreendida é o senhor primeiro-ministro, uma vez que ainda há escassos meses negava a hipótese de recessão económica», comentou.

Assunção Cristas considerou, no entanto, que o mais importante é que «todos temos de nos concentrar para virar a página», acrescentando que essa tarefa cabe ao «poder político» e também aos cidadãos que têm agora a hipótese de «fazerem ouvir a sua voz no acto eleitoral e colocar o pais numa rota de crescimento económico».

O grande desafio é «consolidar as contas públicas», pôr o Estado a «gastar menos recursos» e «conseguir criar janelas de oportunidade para gerar o crescimento económico»

 

 Portas não quer férias para os deputados.

( In Tsf )

O CDS vai propor aos restantes partidos que o Parlamento continue a funcionar durante o tradicional período de férias dos deputados, entre 15 de Junho e 15 de Setembro. Com esta iniciativa, Paulo Portas visa dois objectivos: assegurar os trabalhos parlamentares e dar o exemplo aos cidadãos.

Ao SOL, o líder parlamentar do CDS lembrou que depois das eleições ainda é preciso ter em conta o prazo para a formação do Governo bem como para a apresentação e discussão do programa de Governo na Assembleia da República, «o que só deverá estar concluído já em meados de julho». E depois disso, sublinha Mota Soares, há um elevado conjunto de medidas que decorrem do acordo com a troika e que «algumas delas implicam medidas legislativas», sendo que a 15 de Outubro entra o Orçamento da República e há mais dificuldades em tratar outras matérias.

Entretanto, Portas vai apresentar este fim-de-semana o manifesto eleitoral do CDS, que, segundo fonte da direcção, será «muito sintético» e «fugirá à fórmula clássica», porque «o país está numa situação de emergência e o que está aqui em causa não é um programa completo», vai estar organizado em torno de cinco grandes prioridades: Pagar o que devemos e sanear as Finanças Públicas; Pôr a Economia a crescer e favorecer o Emprego; Evitar a Exclusão Social; Reestabelecer o Elevador Social e, finalmente, Credibilizar a Justiça e a Segurança.

A campanha oficial do CDS arranca em Aveiro, no dia 20, e termina a 3 de Junho, nos distritos de Setúbal e de Lisboa.



 
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