| 1º semestre de 2010 |
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Page 9 of 11 Para o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), esta ronda fica marcada por ter sido «um fracasso» e ter resultado «numa não negociação». «Pelo modo como foram iniciadas, estas negociações estavam condenadas ao fracasso desde o seu início», afirmou Bettencourt Picanço, do STE. Nobre dos Santos, da FESAP, explicou que, apesar de terem surgido alguns pontos de convergência com o Governo - nomeadamente no que diz respeito à Formação, Higiene e Segurança no Trabalho - não houve acordo no «fundamental», isto é, no que respeita aos salários e às pensões. Por isso, a hipótese de realizar mais uma greve não está excluída. «Essa hipótese não está descartada. Tudo isso é possível. Vamos analisar todas essas situações, da forma que os trabalhadores achem ser a melhor maneira de abordar a questão», afirmou. Para Nobre dos Santos, as posições estão nesta altura «muito extremadas» pelo que «não se prevê nada de bom para o futuro imediato» da Administração Pública. Nos termos da lei, as estruturas sindicais podem ainda, depois das reuniões de quarta-feira, solicitar uma reunião suplementar O secretário de Estado da Administração Pública lamentou, esta quarta-feira, que os sindicatos da Função Pública tenham admitido voltar à greve e lembrou que há um acréscimo de verbas para progressões. «Este ano há um aumento de cerca de 20 por cento nas verbas dadas para prémios para progressões, os sindicatos disseram que era pouco mas não discordavam», começou por dizer o secretário de Estado da Administração Pública. Gonçalo Castilho dos Santos destacou que o Governo negoceia de «postura aberta» e lamentou que os sindicatos tenham admitido voltar à greve, apesar de respeitar. Os sindicatos falam em fracasso nas negociações e ameaçam com nova greve, mas para já a coordenadora da Frente Comum aposta no que espera que venha a ser uma grande manifestação no final de Maio, sem, no entanto, descartar a hipótese de greve. Segundo a sindicalista, o «próximo passo» da Frente Comum é a organização de uma «grande manifestação» no final de Maio (dia 22 ou 29), mas a realização de uma nova greve também é admitida.
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1º SEMESTRE DE 2010 



