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Segunda, 06 Fevereiro 2012
 
 
1º semestre de 2010
 

 

Seguro considera «obscenos» valores pagos a António Mexia.

 

António José Seguro considerou «obscenos» os valores das remunerações referentes a 2009 pagas ao presidente executivo da EDP, que terão atingido 3,1 milhões de euros.

«Em fase de enormes dificuldades e de exigência de sacrifícios aos portugueses, é incompreensível como se atingem estes valores remuneratórios. É uma imoralidade!», refere o ex-ministro de António Guterres e ex-líder parlamentar do PS, numa nota colocada este domingo no seu site.
 
Em declarações à agência Lusa, António José Seguro reiterou esta posição e observou ainda que a EDP é a empresa mais endividada do mercado de capitais português com 14,007 mil milhões de euros (mais 117 milhões do que em 2008).
  
De acordo com informação enviada pela EDP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), António Mexia recebeu em 2009 mais de 1,9 milhões de euros em remunerações fixas, variáveis e prémios plurianuais, ou seja, 0,19 por cento dos 1,024 mil milhões de euros do lucro da eléctrica.
   
António Mexia recebeu, em 2009, 700 mil euros em salários fixos e 600 mil euros em remuneração variável (que varia segundo objectivos atingidos). A estes valores junta-se um prémio plurianual de mandato de 1,8 milhões de euros, que entra nas contas de 2009 e que corresponde a 600 mil euros por cada um dos três anos. 
 
Assim, o presidente executivo da eléctrica portuguesa irá receber este ano um total de 3,1 milhões de euros, quando a assembleia-geral de accionistas, marcada para 16 de Abril, aprovar as contas de 2009.

 

PCP desafia utentes a manifestarem-se contra salários de gestores.

O PCP desafiou, esta segunda-feira os utentes da EDP a manifestarem-se contra os valores pagos em 2009 ao presidente da eléctrica e que ultrapassaram os três milhões de euros.

O deputado comunista Agostinho Lopes mostrou-se, esta segunda-feira, escandalizado com os mais de três milhões de euros que foram pagos no ano passado ao presidente executivo da EDP, António Mexia, desafia os utentes da rede eléctrica a manifestarem-se.

«Julgo que os utentes da energia eléctrica em Portugal certamente que se manifestarão, o que será muito importante», referiu o deputado comunista.

Já Helena Pinto, deputada Bloco de Esquerda, revelou que o seu partido vai insistir no projecto para que os bónus e prémios dos gestores de empresas participadas pelo Estado sejam sujeitos a imposto.

«É necessário que estas verbas, que não fazem parte do salário que as pessoas devem receber, sejam devidamente taxadas. Prémios especiais como este, ao arrepio completo da situação que se vive no país, devem merecer uma taxa especial», justificou a deputada do Bloco de Esquerda



 
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