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Segunda, 06 Fevereiro 2012
 
 
1º semestre de 2010
 

 

PSD ultrapassa PS pela primeira vez desde que Sócrates é líder do PS.

( in tsf )

O Barómetro da Marktest indica que o PSD subiu nove pontos percentuais desde que Pedro Passos Coelho chegou à liderança dos sociais-democratas.

O PSD passou para a frente das intenções de voto dos portugueses pela primeira vez desde a chegada de José Sócrates a líder do PS, indica o Barómetro da Marktest para a TSF e Económico.

Segundo este Barómetro, o PSD subiu nove pontos percentuais desde a saída de Manuela Ferreira Leite e a chegada de Pedro Passos Coelho, ficando agora com 39,8 por cento das intenções de voto.

Ainda de acordo com este estudo, os sociais-decratas venceriam eventuais eleições legislativas em Abril com uma vantagem de quase seis pontos percentuais sobre os socialistas, que desceram 1,6 pontos relativamente a Março para os 34 por cento.

O CDS-PP cai também 5,4 pontos percentuais em relação a Março para os 4,5 por cento de intenções de voto, o que deixa os democratas-cristão no último lugar entre as forças políticas reprsentadas no Parlamento.

Por seu lado, o Bloco de Esquerda manteve o lugar de terceira maior força política portuguesa, muito embora tenha descido dos 11 para oito por cento. Já a CDU sobe mas mantém a quarta posição, ao subir de 6,6 para 7,2 por cento.

Ainda de acordo com o Barómetro, 61 por cento dos inquiridos não quer eleições antecipadas, uma opção que é apenas desejada por 28 por cento.

Entre os eleitores do PSD, 39 por cento defende eleições antecipadas, com 52 por cento contra, enquanto que 80 por cento dos socialistas está contra uma antecipação do acto eleitoral.

Ficha técnica:

Esta sondagem foi realizada pela Marktest, para a TSF e Económico, entre 20 e 25 de Abril através de entrevistas a 800 inquiridos residentes em Portugal Continental com telefone fixo.

A taxa de resposta foi de 62 por cento, tendo 38 por cento dos inquiridos dado como resposta «não sabe» ou «não responde».

A distribuição dos indecisos e não votantes foi proporcional aos inquiridos que expressaram sentido de voto, tendo sido ajustado o valor dos votos brancos com base no valor das últimas eleições legislativas em Setembro de 2009.

O objectivo do estudo foi analisar a intenção de voto para a Assembleia da República, e a opinião sobre a possibilidade de haver eleições legislativas antecipadas.

A margem de confiança desta sondagem é de 95 por cento e a margem de erro é de 3,46 por cento.

CDS e Bloco contra decisão de avanço das grandes obras públicas.

 ( in tsf )

O CDS-PP e o BE lamentaram a decisão do Governo de continuar com grande parte das grandes obras públicas. O PCP está contra o modelo que o Governo vai usar nesta questão. O PSD vê uma contradição entre ministros.

O CDS-PP ficou desiludido com a decisão do ministro das Obras Públicas em avançar com os grandes projectos de Obras Públicas, pois «Portugal está numa situação de endividamento que significa um risco muito sério para a nossa economia».

Considerando que este «é um encargo para as próximas gerações que não é justo», Paulo Portas insiste que «este é o tempo para repensar certo tipo de obras cujo encargo financeiro é de tal ordem que vai significar um aumento do endividamento do país no preciso momento em que Portugal deve dar sinais de contenção desse endividamento».

O bloquista Heitor Sousa também entende que estas não são as obras que o país precisa em tempo de crise, tendo este deputado considerado que a conferência de imprensa em que António Mendonça anunciou o avanço destas obras foi como se «uma montanha parisse um rato».

«Não há novidades significativas em relação a uma necessária e indispensável reorientação pública dos investimentos que o país na situação económica e financeira que atravessa de grande dificuldade exigiria», acrescentou.

Por seu lado, o comunista Bruno Dias apenas não concorda com o modelo seguido pelo Governo nesta questão, pois «em alguns aspectos continuamos a verificar que se mantêm no essencial colocam ainda interrogações e preocupações graves quanto ao futuro».

«Continuamos a chamar à atenção para erros e ameaças graves quanto ao nosso futuro colectivo, nomeadamente, esta questão das parcerias publico-privadas e das privatizações», adiantou este deputado que defende o «investimento público de qualidade».

Já o deputado social-democrata Jorge Costa entende que com esta decisão do ministro das Obras Públicas, o Governo não está a falar a uma só voz, por causa do que disse o titular da pasta das Finanças.

Este parlamentar do PSD recordou que Teixeira dos Santos disse que «todas as obras relativamente às quais não existem conmpromissos financeiros seriam reavaliadas e suspensas».

«O ministro das Obras Públicas vem dizer que na prática mantém tudo à excepção de uma concessão das auto-estradas», acrescentou Jorge Costa, que citando Fernando Ulrich diz que «acabou a festa, o que significa que acabou o dinheiro».

Para Jorge Costa, a «opção que está em cima da mesa é saber onde se possam aplicam os recursos que ainda possam estar disponíveis, porque o recurso ao crédito não é indefinido», sendo necessário saber se vão para os grandes obras ou para apoio a empresas e famílias



 
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