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Sábado, 19 Maio 2012
 
 
1º semestre de 2010
 

 

Conselho Deontológico diz que Ricardo Rodrigues violou Constituição.

 

 ( in tsf )
 
O Conselho Deontológico dos jornalistas quer que o Parlamento aprecie as infrações à Constituição e ao Estatuto do Jornalista que afirma terem sido cometidas pelo deputado Ricardo Rodrigues ao furtar dois gravadores de jornalistas da revista Sábado.

Em comunicado, o Conselho Deontológico refere que «pela natureza dos factos, por eventuais consequências futuras e pelo estatuto de quem os perpetrou, o Conselho submete à comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, de que Ricardo Rodrigues é membro efectivo, o pedido para que aprecie as infrações cometidas (...) à Constituição da República e (...) do Estatuto do Jornalista».

Na nota divulgada esta sexta-feira, o CD do Sindicato dos Jornalistas refere que a acção do deputado Ricardo Rodrigues «assume uma violação do Código Deontológico por configurar uma tentativa para limitar a liberdade de expressão e o direito de informar».

Além disso, acrescenta, o deputado «exerceu, pelos argumentos que aduziu, um acto de censura, o qual é condenado pelo Código Deontológico do Jornalista».

Por outro lado, defende o Conselho Deontológico, levar os gravadores dos jornalistas, é «um acto de 'acção directa' de flagrante ilicitude, já que quaisquer instrumentos de trabalho de jornalistas só podem ser apreendidos no decurso de buscas em órgãos de comunicação social determinados e acompanhados por um juiz e na presença de um representante do Sindicato dos Jornalistas» e «apenas nos casos em que seja legalmente admissível a quebra do sigilo profissional».

Além de condenar a atitude do deputado de levar os gravadores, o Conselho Deontológico condena ainda as declarações produzidas pelo deputado no dia 5, «numa conferência sem direito a perguntas dos jornalistas, na qual assumiu o furto e em que anunciou outro ato lesivo do Estado de Direito».

«Afirmou que tinha apenso os gravadores dos jornalistas a uma alegada providência cautelar que, segundo disse, corre termos no Tribunal Cível de Lisboa», refere o CD que considera «falaciosa a argumentação apresentada pelo deputado para justificar a sua atitude condenável».

Recorde-se que na quarta-feira, a Sábado divulgou um vídeo no qual se vê o deputado Ricardo Rodrigues a levar os gravadores de dois jornalistas da revista durante uma entrevista e na sequência de perguntas de que não gostou.

Confrontado com perguntas sobre as suas ligações a um antigo processo de burla nos Açores e a casos de pedofilia, o deputado levantou-se, enfiou os dois gravadores dos jornalistas nos bolsos das calças e saiu da sala, mas esqueceu-se que a entrevista estava a ser filmada.

O deputado socialista explicou depois que a sua atitude com a «pressão exercida» durante a entrevista e que «constituiu uma violência psicológica insuportável».

A Comissão da Carteira refere, no entanto, que não deu entrada no organismo qualquer participação por parte de Ricardo Rodrigues contra os jornalistas da revista.

A Sábado apresentou, entretanto, uma queixa no DIAP por furto e atentado à liberdade de imprensa.

Sindicatos já esperavam avanço na substituição de aposentados.

( in tsf )

 

 Os sindicatos receberam sem surpresa a notícia de que o Governo vai avançar, nos próximos tempos, com a contratação de funcionários públicos para compensar o aumento de aposentados.

Os sindicatos receberam sem surpresa a notícia de que o Governo vai avançar, nos próximos tempos, com a contratação de funcionários públicos para compensar os cerca de 20 mil que pediram a reforma nos quatro primeiros meses de 2010.

Em declarações à TSF, o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Bettencourt Picancço, afirmou que uma vez aprovadas as penalizações às reformas antecipadas, o Governo ficou sem alternativa.

«O Governo não tem outra saída que não seja contratar agora pessoas para substituir aquelas que se vão embora, sob pena dos serviços entrarem em ruptura», disse o sindicalista.

Já Nobre dos Santos, da FESAP, frisou que esta é a prova de que, tal como antecipavam os sindicatos, o Governo acabaria por «dar a mão à palmatória».

«Os sindicatos, desde a primeira hora, sabiam qual era o resultado. Hoje, infelizmente, o Governo está a dar a mão à palmatória porque os trabalhadores que estão nos serviços actuais têm que formar os novos trabalhadores e vamos ter alguns problemas de mau funcionamento em alguns serviços», afirmou Nobre dos Santos.



 
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