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Segunda, 06 Fevereiro 2012
 
 
1º semestre de 2010
 

 

 

Ministro das Finanças admite prolongar medidas de austeridade.

( In tsf )

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admite que as medidas de austeridade tenham de vigorar além do próximo ano.

Quando apresentou, na semana passada, as medidas de austeridade aprovadas pelo Governo, o primeiro-ministro disse que seriam válidas até ao final do próximo ano, mas Teixeira dos Santos admite agora que tenham de ser prolongadas.

Em Bruxelas, quando entrava para a reunião dos ministros das finanças da União Europeia, Teixeira dos Santos admitiu essa possibilidade e disse que tudo vai depender dos resultados do plano para combater o défice.

Teixeira dos Santos ao comentar o relatório anual do Banco de Portugal, um documento no qual se defende que as medidas de austeridade devem manter-se, pelo menos, até 2013, afirmou também que as preocupações do Banco Central são partilhadas pelo Governo.

Governo vai arrecadar 200 milhões com bens essenciais, diz CGTP.

( in tsf )

A CGTP explica que o aumento do IVA em bens essenciais vai permitir ao Estado encaixar 200 milhões de euros anuais, mas irá prejudicar pessoas com menos rendimentos.

A CGTP calcula que o Governo vai arrecadar cerca de 200 milhões de euros anuais com o aumento do IVA em bens essenciais, como o pão, leite, arroz, carne, peixe, na sequência da aplicação do plano de austeridade anunciado pelo Governo.

Ouvido pela TSF, o economista Eugénio Rosa lembrou que no passado «sempre se procurava proteger estes bens, porque são os mais consumidos por aqueles que têm menos rendimentos, nomeadamente pensionistas com baixos rendimentos».

No que toca ao IRC para as grandes empresas, esta central sindical calcula que os aumentos de impostos deverão representar mais 200 milhões de euros para os cofres do Estado, não suficiente para assegurar uma distribuição justa dos sacrifícios que estão a ser pedidos.

«Há uma distribuição não equitativa dos sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses, ou seja, cerca de 1700 milhões de euros de IVA e IRS, fundamentalmente pagos por trabalhadores e reformados», adiantou.

Eugénio Rosa recordou que «são eles que efectivamente pagam mais IVA, devido ao seu número, e IRS» ao passo que as empresas se pede «apenas um aumento da receita de 200 milhões de euros»



 
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