| 1º semestre de 2010 |
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Page 3 of 11 Polícias voltam a manifestar-se contra novo estatuto profissional.Os polícias estão de regresso à rua, esta quinta-feira, contra o novo estatuto profissional da PSP que consideram ser «extremamente negativo» para a instituição. A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) realiza, esta quinta-feira, em Lisboa, uma manifestação contra o novo estatuto profissional que consideram ser «extremamente negativo» para a instituição. Em declarações à TSF, Paulo Rodrigues, da ASPP, lamentou que o Ministério da Administração Interna não tenha aceite nenhuma das propostas que lhe foram apresentadas. «Esta manifestação não tem como objectivo pedir aumentos salariais, mas apenas resolver um problema que pode ser extremamente negativo para a instituição e para o nosso trabalho. Esse problema tem a ver com a normal progressão dos profissionais», disse. A manifestação começa às 17h30 no Marquês de Pombal, dirigindo-se depois para a Praça do Comércio, onde será entregue um memorando ao ministro Rui Pereira, com as alterações que a ASPP - o maior sindicato da PSP - pretende ver feitas no estatuto. Os polícias esperavam que o novo estatuto resolvesse «os problemas que o anterior criou» e que solucionasse «algumas injustiças, ao nível da progressão da carreira», mas o mesmo «não serve os interesses nem dos polícias nem da Polícia», assinalou Paulo Rodrigues. A FESAP, afecta à UGT, entende que não se pode «pôr o carro à frente dos bois» e entende que quando se fala em greve geral tem de ser ter em conta «duas confederações». A FESAP diz que o cenário de uma greve geral não deve para já ser considerado e perguntou se o que está em causa são os «interesses dos trabalhadores» ou os «interesses politico-partidários ou outros». «Vamos pautar-nos pela defesa legítima e até ao fim da defesa dos trabalhadores como sempre a FESAP e a UGT fizeram. Portanto, não vamos como diz o novo povo 'pôr o carro à frente dos bois'», frisou Nobre dos Santos. À TSF, este líder sindical explicou ainda que se tem de «organizar as forças e as jornadas e discutir a nível geral entre os sindicatos para se chegar a uma posição destas e quando se fala em greve geral fala-se na participação de duas confederações». «Uma greve geral não se decreta unilateralmente, como parece que os colegas da CGTP querem avançar, juntamente com o PCP e certamente com outras pessoas», concluiu Nobre dos Santos.
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1º SEMESTRE DE 2010 



