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Segunda, 06 Fevereiro 2012
 
 
1º semestre de 2010
 

 

 

 

Sindicato dos Enfermeiros confirma greve de nove dias.

 Dizendo que o Governo está a empurrar os enfermeiros para a greve, Guadalupe Simões explicou que a paralisação se destina a lutar por algo a que estes profissionais têm direito.

O Sindicato dos Enfermeiros anunciou, esta quarta-feira, uma greve de nove dias em protesto contra o impasse que dizem existir no processo negocial com o Governo.

«Os enfermeiros estão fartos de esperar por aquilo a que consideram ter direito e que, de facto, têm direito de há dez anos a esta parte e portanto o Ministério da Saúde empurra-nos para mais uma greve», explicou a presidente deste sindicato.

Ouvida pela TSF, Guadalupe Simões indicou ainda que vai ser feita greve em «dias alternados em função dos serviços hospitalares e dos centros de saúde, mas são quase duas semanas de greve».

O protesto dos enfermeiros prolonga-se de 9 a 18 de Junho, sendo que no último dia desta paralização está prevista uma manifestação de enfermeiros em Lisboa.


 

Ministério justifica aumentos na CGD com «regime concorrencial».

O Ministério das Finanças justificou a decisão de autorizar o aumento salarial de 1% na Caixa Geral de Depósitos (CGD), por tratar-se de uma empresa que actua «em regime concorrencial». 

Esta característica, de acordo com o gabinete de Teixeira dos Santos, distingue a CGD «da generalidade das empresas que integram o sector público empresarial».

«Nesta medida, não entendeu o accionista Estado adequado impedir o alinhamento salarial dos respectivos trabalhadores com a prática do sector em que se insere», refere o Ministério das Finanças.

A luz verde ao regime de excepção do banco liderado por Faria de Oliveira foi avançada, esta quarta-feira, pelo jornal Diário Económico, que refere que a actualização salarial terá efeitos retroactivos a 1 de Janeiro.

Para o Ministério das Finanças, a CGD é uma empresa que contribui «decisivamente para a sustentabilidade financeira global do sector público empresarial [SEE], seja pelos resultados que gera seja pelos dividendos que distribuiu ao Estado, desempenhando, nesta medida, um papel importante no equilíbrio financeiro global do SEE».

A tutela lembra, a propósito, que a CGD foi responsável pela distribuição, nos últimos dois anos, de dois terços dos dividendos da totalidade das empresas públicas.

Questionado sobre se esta justificação significa que as restantes empresas públicas não receberão autorização para proceder a aumentos, este ano, o Ministério das Finanças não esclareceu até ao momento.



 
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