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Sábado, 19 Maio 2012
 
 
1º semestre de 2010
 

 

 

FESAP pede ao Governo para não fazer «cortes cegos».

( in tsf )

 A FESAP pede ao Governo para não fazer «cortes cegos» no emagrecimento dos quadros da Função Pública, embora reconheça que há sectores com trabalhadores a mais.

A Federação dos sindicatos da administração pública (FESAP) até reconhece que em determinados sectores há funcionários a mais, mas receia que os critérios do Governo sejam cegos e não tenham em conta as necessidades do país.

Esta segunda-feira, numa entrevista ao Jornal de Notícias, o ministro das Finanças reforça a ambição do Governo em emagrecer os quadros da Função Pública, uma das medidas que faz parte do programa de estabilidade e crescimento.

Teixeira dos Santos explica que o Governo espera poder contratar um trabalhador, não por dois, mas por cada três que abandonem funções.

O líder da FESAP, Nobre dos Santos, em declarações à TSF, confessa que nas conversas com Teixeira dos Santos esta hipótese nunca foi abordada e reclama critérios que atendam às necessidades de que cada um dos sectores da Administração Pública.

«O Governo manda as fugas de informação para a comunicação social para ver qual é a reacção das pessoas, infelizmente é o que tem acontecido, o que não é razoável», afirma Nobre dos Santos.

Ana Avoila, da Frente Comum, também nunca tinha ouvido falar desta intenção do Governo e diz que receia que o aumento da precariedade na administração pública seja o resultado desta medida.

Depois da Frente Comum e da FESAP, a TSF procura ouvir a outra estrutura sindical da Função Pública, o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

 

Sindicatos da Função Pública alertam para aumento da contestação.

( In tsf ).

 

Os sindicatos da Função Pública alertaram hoje o Governo para um aumento da contestação social caso o Executivo prossiga com a ideia de aumentar a idade de reforma para os 65 anos. 

Os sindicatos da Função Pública avisaram o Governo, esta quarta-feira, que poderão surgir novas formas de luta, incluindo a greve, caso o Executivo prossiga com a ideia da antecipação da idade de reforma dentro de dois ou três anos.

O coordenador da Frente Sindical da Administração Pública,Nobre dos Santos afirmou, esta quarta-feira, que a proposta do Governo inscrita no Programa de Estabilidade e Crescimento vem agravar «ainda mais» o sentimento de insatisfação dos funcionários públicos.

«Pode ser uma situação que contribua para tornar ainda mais explosiva a situação que já se vive hoje relativamente à aposentação. Não podemos brincar com o futuro das pessoas», destacou Nobre dos Santos.

Já o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço, admite que o STE pode vir a negociar com o Governo a antecipação da idade de reforma desde que o Executivo encontre outras formas de compensar os trabalhadores.

«Se o Governo pretende alterar algo que vai penalizar os trabalhadores, esperamos que ele ponha no outro prato da balança alguma coisa que equilibre aquilo que vai penalizar os trabalhadores. Se o Governo só puser em cima da mesa penalização, é óbvio que os trabalhadores não estão na disposição de continuar a ser os sacrificados no altar daquilo que é o que o Governo acha que é o controlo do défice», afirmou.

Bettencourt Picanço promete levantar a questão da antecipação da idade de reforma num encontro agendado para a próxima quinta-feira com o Governo. Já Ana Avoila, da Frente Comum, afirma que não pretende falar mais sobre este assunto.

 



 
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