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Page 13 of 19 Chefia de divisão é cargo preferido pelos funcionários públicosA maioria dos pedidos que entrou na Bolsa de Emprego Público do Estado, em 2007, foi para dirigentes. Ofertas não correspondem. Margarida Peixoto A maioria dos pedidos que deram entrada na Bolsa de Emprego Público em 2007 foram para ocupar cargos de chefia. No ano passado, houve 734 pedidos de emprego para cargos dirigentes, o que representa cerca de 7% do total de postos de trabalho criados no mesmo ano – mostram os dados apurados pelo Diário Económico junto do Ministério das Finanças. No ano passado, o emprego mais procurado na função pública foi o de chefe de divisão: foram colocados 522 pedidos na bolsa de emprego do Estado, uma entidade que tem como objectivo cruzar a oferta e a procura de emprego pública. Em quarto lugar da lista dos mais procurados voltam a aparecer cargos dirigentes, desta vez para directores de serviço (foram registados 212 pedidos). Entre os mais procurados, estão também lugares como auxiliares de acção educativa (em segundo lugar da lista, com 412 pedidos) e assistentes administrativos. No entanto, os resultados das colocações efectivas são diferentes. Em vez de dirigentes, a maioria dos funcionários públicos conseguiu um lugar na categoria de auxiliares de acção educativa (287). Como dirigentes, foram conseguidos cerca de metade dos lugares desejados. Ainda assim, o Ministério esclarece que embora seja obrigatório que os organismos publicitem as suas ofertas, ainda não existem mecanismos que os obriguem a fechá-las. Isto “ilustra a discrepância entre os números da oferta e o recrutamento efectivamente concluído”, sublinha fonte oficial das Finanças. BEP dá cada vez menos empregos Desde 2004 até Novembro deste ano que o número de postos de trabalho criados pela Bolsa de Emprego Público tem vindo a cair. Se há quatro anos foram criados mais de 25 mil postos de trabalho pela BEP (entre recrutamento e recolocações) até Novembro deste ano tinham sido criados menos de 8.800 lugares. A redução contínua pode ser justificada pela regra ‘dois por um’ que tem ditado a redução de funcionários públicos no Estado. De acordo com esta regra, por cada duas saídas do Estado (conseguidas pela via da aposentação), apenas pode ser admitido um novo trabalhador. No Orçamento do Estado para 2009, o Governo voltou a sublinhar que a regra é para manter no próximo ano. Ou seja, apesar do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, já ter admitido variadas vezes que o próximo ano trará dificuldades acrescidas ao mercado de trabalho, o Executivo garante que não será o Estado a criar empregos directamente. Além disso, a BEP não está a abranger a Administração Regional nem Local. Do mesmo modo, também ficam de fora as carreiras especiais, como por exemplo, professores, médicos e magistrados. Pedidos para mudar de emprego caíram face a 2007 De acordo com dados do final de Novembro, disponibilizados pelo Ministério das Finanças ao Diário Económico, há 3.401 funcionários públicos que querem mudar de emprego. Comparando com o ano passado, há cerca de 1.200 pessoas a menos que pediram para passar para outro posto de trabalho. Este tipo de mobilidade difere da mobilidade especial. No caso do recurso à BEP, são pessoas que querem ocupar uma nova posição, enquanto na mobilidade especial a alternativa é deixar de trabalhar, passando a receber apenas uma parte do salário. A maioria dos casos de mobilidade especial são por decisão dos dirigentes. No entanto, também há funcionários que vão voluntariamente. Quase 80 ofertas de trabalho disponíveis na BEP Consultando o site online da Bolsa de Emprego Público, havia no final da semana passada 79 ofertas de emprego disponíveis para a generalidade dos cidadãos. As mais recentes eram para assistente administrativo, em Coimbra. Mas também estavam disponíveis ofertas para auxiliares de acção educativa e técnico superior de Ciências Sociais (neste caso, em Lisboa). A maioria dos lugares disponíveis eram para a área da Educação e nos distritos de Lisboa. O vínculo oferecido passa, nomeadamente, por contratos individuais de trabalho, a termo ou por tempo indeterminado. Cerca de 28% das vagas exigiam habilitações ao nível da licenciatura. A 4ª classe só chegava para preencher quatro das vagas disponíveis. Top mais - As carreiras com maior procura na Bolsa de Emprego Público dizem respeito a cargos dirigentes (734 pedidos em 2007) e auxiliar de acção educativa (412). Carreira de assistente administrativo surge em terceiro lugar (363). - Dos 734 pedidos para cargos dirigentes, o emprego mais procurado foi de chefe de divisão (522 pedidos). Já as colocações ficaram em 278. - Os 412 pedidos para auxiliar de Acção Educativa Nível 1 ocupam o segundo lugar da tabela de procura. No entanto, foi esta a categoria que registou maior número de colocações (287). Seguem-se os chefes de divisão, enfermeiros (167), técnicos profissionais de emergência médica (154) e auxiliar de acção médica (118).
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1º SEMESTRE DE 2009 



