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1º semestre 2009
 

Portugueses sentem menor poder de compra  

( in JN )

A Comissão Europeia qualifica de "particularmente preocupante" o facto de mais de dois terços dos portugueses admitirem dificuldades para pagar as contas no final do mês.

Estes dados constam do Relatório Nacional sobre Portugal, publicado pela Representação da Comissão Europeia no nosso país, a partir de dados do Eurobarómetro 69, estudo de opinião pública realizado pelo organismo europeu entre 25 de Março e 4 de Maio últimos.

Segundo o documento, "os portugueses continuam a ser dos cidadãos europeus mais pessimistas quanto à evolução futura da economia do seu país".

Em Portugal, mais de 60% da população pensa que, no próximo ano, a situação económica em geral irá piorar, assim como o estado do emprego (contra os 40% dos europeus).

Sobre as próprias finanças, 41% dos portugueses pensa que a sua situação vai ficar pior em 2009, enquanto que a média europeia se cifra nos 25%.

A maioria considera que perdeu poder de compra nos últimos cinco anos e 71% dos inquiridos admitiu mesmo dificuldades para pagar as contas no final do mês (segundo valor mais elevado entre os 27 países da União Europeia, apenas atrás da Bulgária).

Estes baixos índices de confiança não se verificam apenas nas classes mais vulneráveis, mas também junto de trabalhadores urbanos, da classe média, a operar no sector dos serviços. Os indivíduos com menores níveis de instrução, os mais velhos, os desempregados e os menos qualificados são quem está a sentir maiores dificuldades.

Neste inquérito, é ainda possível constatar que 38% dos portugueses dizem-se "não muito satisfeitos" com a vida que levam, 10% "nada satisfeitos", enquanto que, pelo contrário, 48% se mostram "satisfeitos".

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Trabalhamos até 2.ª feira só para pagar impostos e contribuições


João Paulo Madeira

A partir da próxima segunda-feira, os portugueses deixarão de trabalhar apenas para fazer face às obrigações fiscais e contributivas, tendo já gerado rendimento suficiente para cumprir estes compromissos. O cálculo é da Associação Industrial Portuguesa (AIP), que anualmente assinala o Dia da Libertação de Impostos (DLI), em colaboração com a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. A estrutura patronal estima que este ano será necessário trabalhar 139 dias, mais um do que no ano passado, só para pagar impostos e Segurança Social (ver infografia). Para cobrir a despesa do sector público, contudo, haverá que trabalhar até 17 de Junho.

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Maioria dos docentes é precária


Setenta e quatro por cento dos professores universitários têm contratos precários, sem vínculos definitivos à Função Pública. São 25 mil docentes - cerca de 15 mil do ensino universitário e 10 mil do politécnico. A revisão dos vínculos e remunerações é urgente para o Sindicato Nacional do Ensino Superior que ontem quis fazer "um aviso" ao ministro da tutela, Mariano Gago a regulação é obrigatória assim como a negociação com os sindicatos que não querem sentar-se à mesa de conversações em época de exames ou de férias.

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Governo deve falar verdade sobre perigos"Situação social e económica é grave"É uma preocupação e um desafio"Não vemos com satisfação os números"
 
 

Reacções

Governo deve falar verdade sobre perigos"

Carvalho da Silva

Líder da CGTP

O Governo tem a obrigação de falar verdade sobre os perigos (que a crise económica acarreta) para o emprego, para daí retirar ilações objectivas e definir políticas que sejam coerentes

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